Avanços ambientais marcam primeiro semestre no Brasil

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O Senado Federal aprovou importantes medidas ambientais durante o primeiro semestre de 2024. As iniciativas abrangem desde políticas de preservação até incentivos para energias renováveis. Os projetos representam avanços significativos na agenda verde brasileira.

Entre as principais aprovações está o marco regulatório para créditos de carbono no Brasil. A legislação estabelece regras claras para o mercado nacional de carbono. O projeto visa atrair investimentos estrangeiros e posicionar o país como líder em sustentabilidade global. A medida já segue para sanção presidencial.

Outro destaque foi a aprovação de incentivos fiscais para energia solar e eólica. Os benefícios incluem redução de impostos para empresas do setor. A iniciativa busca acelerar a transição energética brasileira. Especialistas estimam crescimento de 30% no setor até 2025.

O Senado também aprovou recursos adicionais para combate ao desmatamento na Amazônia. O orçamento destinado aos órgãos ambientais foi ampliado em R$ 800 milhões. Os valores serão aplicados em fiscalização e monitoramento. A verba também contempla programas de reflorestamento em áreas degradadas.

A criação do Programa Nacional de Economia Circular recebeu aval dos senadores. A iniciativa promove reaproveitamento de resíduos e redução do desperdício. Empresas participantes terão acesso a linhas de crédito especiais. O programa deve beneficiar diretamente mais de 2 mil empresas brasileiras.

Mudanças no licenciamento ambiental também foram aprovadas no período. As novas regras simplificam processos para projetos de baixo impacto. Empreendimentos de energia renovável terão tramitação mais rápida. A medida visa equilibrar proteção ambiental e desenvolvimento econômico.

O Senado aprovou ainda o fortalecimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Municípios receberão mais recursos federais para gestão de lixo. A logística reversa será obrigatória para mais setores industriais. Estados terão prazo de dois anos para adequação às novas normas.

A proteção de mananciais urbanos ganhou nova regulamentação no semestre. Áreas de preservação permanente em cidades foram ampliadas. Construtoras precisarão seguir critérios mais rigorosos próximo a recursos hídricos. A medida afeta diretamente o planejamento urbano das grandes metrópoles.

Incentivos para agricultura sustentável também avançaram no Congresso. Produtores rurais que adotarem práticas conservacionistas terão benefícios fiscais. O programa inclui técnicas de plantio direto e rotação de culturas. A iniciativa visa conciliar produtividade agrícola com preservação ambiental.

A regulamentação do hidrogênio verde foi outro marco aprovado pelos senadores. O Brasil se posiciona para liderar a produção mundial deste combustível limpo. Investimentos estrangeiros na área devem superar R$ 50 bilhões até 2030. A medida coloca o país na vanguarda da energia sustentável.

Projetos de recuperação de biomas degradados receberam aporte de R$ 1,2 bilhão. O Cerrado e a Mata Atlântica são prioridades do programa. Comunidades locais serão envolvidas diretamente nas ações de restauração. A meta é recuperar 12 milhões de hectares em dez anos.

As aprovações do primeiro semestre demonstram amadurecimento da agenda ambiental brasileira. O país avança em direção a uma economia verde mais robusta e competitiva. Os próximos meses serão decisivos para implementação efetiva dessas políticas. O Brasil consolida sua posição como protagonista global em sustentabilidade.

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